Biónica

A ideia do nome deste blogue resultou de um filme de animação que mostra a Terra como um organismo vivo em constante transformação.Que futuro estamos a construir? Dependemos tanto da tecnologia,nomeadamente dos computadores, que estes mais parecem um apêndice que se desenvolveu nos nossos braços.Será isto adaptação ou evolução?

sábado, 17 de janeiro de 2009

O Valor da Geodiversidade


Utilização de Recursos Geológicos


Desde os primórdios dos tempos que o Homem usa os Recursos Geológicos em seu proveito, para fazer fogo, abrigando-se em grutas e usando as pontas de silex para fazer instrumentos para caçar.Também já nessa altura usava a argila (ocre), para fazer gravuras nas paredes das rochas numa manifestação do sentido estético e talvez religioso.

Os recursos geológicos foram e são, mais do que nunca, fundamentais na melhoria das condições de vida do Homem neste “ terceiro calhau a contar do Sol”.Hoje em dia são largamente usados quer os metálicos como os não metálicos, hidrogeológicos geotérmicos e energéticos tornando ricos a maior parte dos estados detentores destas riquezas.
Mas estes recursos devem ser encarados sob o ponto de vista do Desenvolvimento Sustentável, havendo o risco, ao ritmo de utilização actual, de exaurir alguns destes recursos com perdas significativas para todos nós e para os ecossistemas.Temos de por de lado definitivamente o ponto de vista antropocêntrico da utilização destes recursos e encará-los não como um bem que nos pertence mas como recursos finitos que ao extinguirem-se trarão impactes ao todo que é o Planeta.



O que é a Geodiversidade?

A Geodiversidade pode ser encarada como o conjunto dos elementos naturais (geológicos, geomorfológicos, pedológicos, hidrológicos, cénicos, etc.) existentes num determinado espaço. Assim, quanto maior for a variedade destes elementos presente numa dada área, maior será a geodiversidade aí patente.

No Colóquio Ibérico de Estudos Rurais (2008), Maria Luisa Rodrigues e André Fonseca, sustentam que fazem parte do Património Geomorfológico todas as formas de relevo actuais, enquanto elementos individuais, bem como as paisagens actuais que aquelas formas dão lugar. Fazem também parte do Património Geomorfológico os depósitos correlativos da evolução passada e presente do relevo actualmente existente na superfície terrestre.

Fazem parte do Património Geológico todas as evidências de antigos relevos que compõem a história geológica passada da Terra. Estas evidências são compostas, por exemplo, por elementos estudados pela Paleontologia, com particular realce para os fósseis que auxiliam a datação dos materiais rochosos, pela sedimentologia, petrografia ou mineralogia, salientando-se a necessidade de preservar afloramentos com particular interesse científico e didáctico, ou pela tectónica que esclarece a importância de forças endógenas nas etapas de evolução da história da Terra.
Surge assim o conceito de Geopatrimónio que deve ser entendido como o conjunto de valores que representam a Geodiversidade do território. Será, assim, constituído por todo o conjunto de elementos naturais abióticos existentes à superfície da Terra (emersos ou submersos) que devem ser preservados devido ao seu valor patrimonial. Neste sentido o Geopatrimónio terá de ser identificado, avaliado, classificado e integrado no conjunto patrimonial de uma região ou território. Contribui, assim, de forma decisiva para o estabelecimento do Património Natural (geopatrimónio e património biológico), Cultural e Misto que deverá ser objecto de sua valorização num modelo global de promoção de áreas que preservam um património natural particularmente rico, como é o caso de muitas áreas rurais portuguesas.
Nestas áreas rurais a preservação do Geopatrimónio contribui, de forma inequívoca, para a sustentabilidade ambiental.

Só o respeito pela geodiversidade poderá assegurar a gestão equilibrada dos recursos geológicos (por exemplo: carvão, petróleo, areia para construção), a utilização racional dos recursos geo-hídricos (exemplo: águas subterrâneas), a protecção eficaz nos ambientes naturais - em paralelo com o respeito pela biodiversidade - para usufruto e bem-estar de todos, hoje e no futuro, identificando os elementos predominantes e determinando as características que atribuem originalidade e especificidade a cada paisagem.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009


Balanço Ambiental 2008



Neste texto a Quercus alerta para o que está a piorar e o que tem sido melhorado. O ar e a água estão piores mas de positivo, há menos área ardida. O facto de os combustíveis terem atingido valores altíssimos permitiu que se voltasse a investir em energias alternativas mas a pordução de gases de efeito estufa não diminuiu nem se perspectiva a sua redução com os actuais preços do combustíbel muito baixo.

"O ano de 2009 apresenta como maior desafio a consolidação do recente entendimento de que um melhor desempenho ambiental, nomeadamente ao nível energético e na poupança e salvaguarda dos recursos naturais, poderão constituir um grande contributo para ultrapassar a actual crise económica".

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Merecer o Futuro

Realizou-se a 21 e 22 de Novembro de 2008, no Funchal a Conferência Internacional do Funchal, Merecer o Futuro, Riscos e Respostas para a Crise Global Contemporânea, sendo um dos oradores o Professor Tim O`Riordan da University of East Anglia Norwich com o tema “Abrindo Caminhos para uma Sociedade Sustentável Global”. Numa linguagem simples salientou que é necessário questionarmo-nos que Planeta estamos a construir ou destruir para os nossos netos? Precisamos desenvolver nos nossos filhos valores que passem a ser inatos aos nossos netos. Que valores são esses? Deverão ser valores de respeito pelo Ambiente, pelos outros, enfim pela Narureza.
O actual sistema económico baseado no consumo e numa população em desenvolvimento exponencial, estão a exaurir os recursos do Planeta e a destruir a sua habitabilidade.As ilhas têm um papel importante como micro-regiões que são, em promover um desenvolvimento sustentável podendo vir a ser usados como pequenos laboratórios e exemplos a seguir.
É necessário desenvolver um planeamento a longo prazo. Trabalhar com a seguinte meta, por exemplo “ que Madeira quero ter daqui a 50 anos, ? Para isso é necessário estudar e investigar como é a Madeira hoje.A ilha vive essencialmente do Turismo por isso poderia ser proposto a contribuição de um euro por turista para um fundo, com o objectivo de estudar e prever a evolução da Região de acordo com as tendência actuais e trabalhar no sentido de modelar, de planear esse futuro.
Para isso é necessário que cada habitante da ilha participe activamente no estudo e observe o que se passa à sua volta, e se constatar pequenas anomalias (por exemplo um pássaro que chega mais tarde …) coloque a sua observação numa base de dados criada para esse fim, por exemplo usando a Internet.É necessário depois passar à fase de planeamento e de implementar medidas.
Actualmente falta visão e liderança. As instituições governamentais tomam decisões não sustentáveis; há falta de empatia; incapacidade de prever o futuro; distorção dos direitos cívicos e os direitos humanos e da natureza incompatíveis e desrespeitados.
Em oposição devemos começar pelo vizinho, criar parcerias inovadoras e criativas e desenvolver cultura científica para que esta possa ser compreendida pelo público.Devemos aprender a viver dentro dos limites. É necessário construir ciência baseada na observação e monitorização concebendo cenários e histórias sob futuros sustentáveis, aprender a valorizar os serviços ecológicos.É preciso desenvolver uma consciência social para cuidar do Planeta.
Como assegurar os direitos cívicos e a justiça social?

  • Resilência e adaptabilidade através da mudança.
  • Criar um sistema de saúde fiável, confiança social e companheirismo.
  • Redefinir o conceito de prosperidade como conceito de suficiência (substituir o “cada vez mais é melhor” por “recriar”).
  • Redefinir o conceito de bem-estar.

Como criar uma democracia ecológica?
1. Pensar a longo prazo (criar legislação e medidas que contemplem o longo prazo).
2. Reconhecer os choques de ponto de viragem.
3. A liderança é de todos e para todos (nem de cima para baixo nem de baixo para cima).


Actualmente existem alguns pontos de pressão que poderão ajudar a mudar a sociedade, tendo sido criados e implementados acordos internacionais como o Protocolo de Quioto, o G20 chegaram a acordo sobre uma visão comum - o propósito para a sustentabilidade - e adopta objectivos do Millennium, criação de Directivas Quadro da água, responsabilização das empresas (salvaguarda na obtenção de licenças) etc. não esquecendo as Escolas e por arrastamento as famílias mas muito mais é necessário fazer.